A produção artística em Pernambuco  


A terra que gerou João Câmara, Francisco Brennand, Lula Cardoso Ayres, Abelardo da Hora, Mestre Vitalino continua despertando novos talentos e, por isso, é referência nacional no âmbito artístico. E essa tradição de artistas plásticos, escultores, artesãos vem passando de geração a geração, ao longo da história da arte pernambucana. Nos museus, galerias, oficinas, ateliês, nas esquinas, nas ruas, feiras livres, o visitante encanta-se com a multiplicidade de estilos. Pode-se adquirir uma tela de um dos maiores artistas brasileiros contemporâneos, descobrir um talento anônimo em um dos centros de arte ou simplesmente levar para casa uma peça exótica.

Olinda é, sem dúvida, um caso particular no mundo das artes pernambucanas, pois tem a maior concentração de artistas e artesãos do Brasil. A cidade respira arte de uma forma absolutamente espontânea. É comum, numa caminhada pelas ruas e ladeiras estreitas, que o visitante se depare com artistas produzindo sua peças ao ar livre, inspirados pela paisagem e misticismo do lugar. A s técnicas vão desde pinturas, esculturas, estamparias, batiques, xilogravuras, máscaras e bonecos gigantes.

No Recife o Museu/Oficina de Francisco Brennand, localizado num antigo engenho de açúcar, é o ingresso num cenário de exotismo, beleza e mistério, onde são expostas duas mil peças do artista – fruto de sua inventividade e apurada técnica. A Galeria Metropolitana de Arte Aloísio Magalhães, instalada num casarão às margens do rio capibaribe, reúne importante acervo de Abelardo da Hora, João Câmara, Cícero Dias, Welington Virgolino e tantos outros.

Mas é sobretudo no artesanato que a criatividade e a sensibilidade do povo pernambucano mostram-se inteiras. Nesse trabalho são utilizados os mais inusitados materiais para confecção das peças: barro, ferro, madeira, palha, chifre, osso, pedra, corda, couro e vidro. Tudo isso se transforma em funilaria, tapetes, talhas, rendas e esculturas monumentais.

Caruaru –considerada pela Unesco “O Maior Centro de Arte Figurativa das Américas”, a cidade é uma verdadeira escola de “mestres de barro”, seguidores de Mestre Vitalino. Lá, o visitante não pode deixar de conhecer o Alto do Moura, a feira e vários museus. Já em Tracunhaém o destaque fica para as cerâmicas lúdicas e religiosas. E no município de Goiana, famosas são as imagens de cerâmica de santos sanfoneiros e anjos cangaceiros. Águas Belas, por sua vez, se caracteriza pela variedade do artesanato indígena.

Em Tracunhaém, o destaque fica para as cerâmicas lúdica e religiosa – das mais importantes do Brasil. Já no município de Goiana, famosas são as imagens de cerâmica de santos sanfoneiros e anjos cangaceiros. Águas Belas se caracteriza pela variedade do artesanato indígena.